Serial killer de Alagoas soma 234 anos de prisão após nova condenação

  • 07/10/2026
(Foto: Reprodução)
Serial Killer Maceió cemitério Reprodução Albino Santos de Lima, conhecido como o “serial killer” de Alagoas, foi condenado nesta quarta-feira (7) a mais 30 anos de prisão pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, em Maceió. 📱Participe do canal do g1 Alagoas Com a nova sentença, as penas impostas a ele chegam a 234 anos, 2 meses e 13 dias de reclusão. O julgamento aconteceu na 9ª Vara Criminal da Capital e foi conduzido pelo juiz Geraldo Amorim. Agora no g1 Albino foi condenado pelo assassinato de Mikaele, morta em outubro de 2023, no Conjunto Joaquim Leão, no bairro Vergel do Lago, na parte baixa de Maceió. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), Albino conheceu Mikaele pela internet e passou a persegui-la depois que ela rejeitou uma proposta de R$ 250 para manter relação sexual com ele. A informação de que Albino teria mantido um relacionamento com Mikaele e pretendia reatá-lo, divulgada inicialmente pelo MPAL, foi descartada durante o julgamento. De acordo com a promotora, não houve relacionamento entre os dois. Após a recusa da vítima, segundo a acusação, Albino passou a persegui-la e planejou o assassinato. Mikaele foi surpreendida pelas costas e morreu ainda no local. LEIA MAIS: Serial killer de Maceió é condenado pela 8ª vez e pena total passa de 200 anos Jovens assassinados por serial killer de Maceió tinham entre 13 e 25 anos; veja quem são Justiça descarta insanidade e serial killer de Maceió seguirá preso Pastas eram usadas para registrar vítimas, diz MP Mikaele Leite Da Silva, de 21 anos, assassinada no Vergel do Lago, em Maceió Redes sociais Durante o julgamento, a promotora apresentou provas reunidas durante as investigações e afirmou que Albino mantinha pastas com informações sobre as vítimas e registros relacionados aos assassinatos. Segundo o MPAL, o material encontrado durante as investigações reforça a tese de que os crimes eram planejados. Em determinado momento da sessão, a promotora pediu que familiares abaixassem a cabeça antes de apresentar imagens do corpo de Mikaele. Também foram exibidos trechos de uma reportagem nacional na qual Albino admitiu crimes atribuídos a ele. Em uma das falas reproduzidas no plenário, ele afirmou ser “altamente treinado” para o uso de armas de fogo. A promotora classificou Albino como alguém que “mata por prazer” e afirmou que ele não demonstra arrependimento ou remorso. Ela também defendeu uma condenação elevada e disse acreditar que criminosos desse perfil deveriam ser submetidos à prisão perpétua, pena que não existe no Brasil. Defesa alegou doença psiquiátrica Serial Killer de Maceió, Albino Santos de Lima. Anderson Macena/Dicom MPAL A defesa de Albino, feita pelo advogado Geoberto Luna, sustentou durante o julgamento que o réu sofre de problemas mentais e atribui os crimes a ordens que receberia do Arcanjo Miguel. “Apesar dos laudos, depois dos vídeos aqui apresentados, das respostas dadas, do Arcanjo Miguel, posso afirmar que ele é maluco de pai e mãe. Ele não cometeu o crime, quem cometeu foi a mente dele”, afirmou o advogado. Luna também disse que há histórico de transtornos mentais na família de Albino e citou um irmão do réu que, segundo ele, tem esquizofrenia. A promotora rebateu a argumentação. Segundo ela, ao ser questionado se o Arcanjo Miguel já havia ordenado que se mutilasse ou se matasse, Albino respondeu negativamente. Ele teria relatado apenas uma suposta ordem para pular de algum lugar, que não cumpriu. A defesa também negou que Albino tenha oferecido dinheiro a Mikaele ou mantido contato com ela, apesar dos registros apresentados pela acusação. Durante a sustentação, Luna explicou aos familiares da vítima por que assumiu a defesa de Albino. “Por que eu estou aqui defendendo o Albino? Porque, se eu não estivesse aqui, quem estaria pagando a defesa dele eram vocês, pois quem estaria aqui era um defensor público. Peço desculpas a vocês, aos familiares, mas é minha missão”, disse. “Então é melhor que ele mesmo pague.” Irmã de Mikaele passou mal durante julgamento Nove vítimas do serial killer de AL: [da esquerda para a direita] Tamara Vanessa, Mikaele Leite, Louise Melo, Joseildo Siqueira, o casal Debora Vitoria e John Lenno, Emerson Wagner, Beatriz da Silva, e Ana Clara Santos Reprodução/Fantástico Mikaele era a mais nova de quatro irmãs e deixou um filho, que tinha seis anos quando ela foi assassinada. Uma das irmãs acompanhou o julgamento, mas passou mal e precisou deixar o plenário para receber atendimento médico. Segundo familiares, o filho de Mikaele vive atualmente com a avó paterna. A guarda foi repassada de forma consensual pela avó materna, que, segundo a família, não teria condições de cuidar da criança por trabalhar em dois horários. Durante o julgamento, a promotora também alertou pais e adolescentes sobre os riscos da exposição nas redes sociais. Segundo a acusação, Albino utilizava a internet para se aproximar e obter informações sobre vítimas. Polícia Civil traçou mapa indicando o raio de atuação do seria killer em Maceió. Reprodução/PC-AL

FONTE: https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2026/10/07/serial-killer-de-alagoas-soma-234-anos-de-prisao-apos-nova-condenacao.ghtml


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