Justiça revoga prisão preventiva de ex-namorada de PM morto com suspeita de envenenamento

  • 31/07/2026
(Foto: Reprodução)
José Maria Alexandre da Silva Júnior, de 40 anos, morreu após passar mal na casa da ex-namorada em Boa Viagem Reprodução/Instagram A Justiça revogou, nesta sexta-feira (31), a prisão preventiva de Helen Kelly de Lima Pedrosa, suspeita de envolvimento na morte do policial militar José Maria Alexandre da Silva Júnior, ocorrida em junho deste ano (relembre o caso abaixo). O PM atuava na cavalaria da PM e foi encontrado com sinais de envenenamento no apartamento dela, que era ex-namorada da vítima. Helen Kelly está internada em estado grave no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife. Segundo a Polícia Civil, ela se jogou do quarto andar de um prédio, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da cidade, enquanto policiais cumpriam mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A TV Globo e o g1 tiveram acesso ao alvará de soltura e ao parecer do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Na decisão, a juíza Anna Paula Borges Coutinho, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, acolheu o pedido da defesa e o posicionamento do MPPE, que foi favorável à liberdade da suspeita, desde que ela cumpra medidas cautelares (veja mais abaixo). Nos autos do processo, a defesa de Helen Kelly alegou que não havia motivos para manter a prisão pelo fato de a suspeita estar hospitalizada, com traumatismo craniano e suspeita de lesão na medula. Agora no g1 Na decisão, a juíza destacou que a busca e apreensão já havia sido realizada e que os aparelhos eletrônicos da investigada foram recolhidos. Por isso, entendeu que não há mais risco de interferência na investigação. Além disso, a magistrada também considerou que, como Helen Kelly está internada em estado grave, não há, neste momento, risco de fuga, mesmo que a situação de saúde tenha sido causada por um ato praticado por ela própria. Entre as medidas determinadas pela Justiça, a suspeita deverá: comparecer a todos os atos do processo, inclusive de forma virtual, quando for intimada; não manter contato, por qualquer meio, com familiares da vítima e testemunhas do processo; não sair da comarca por mais de cinco dias sem autorização da Justiça; manter o endereço atualizado e informar qualquer mudança à Justiça; usar tornozeleira eletrônica, de acordo com o artigo 319, IX, do Código de Processo Penal. No alvará de soltura, a juíza também determinou que a direção do Hospital da Restauração seja informada sobre a decisão e que a escolta policial seja retirada. Ela também comunicou o órgão responsável pela instalação da tornozeleira eletrônica para que o equipamento seja colocado assim que o estado de saúde da paciente permitir ou, obrigatoriamente, no momento da alta médica. LEIA TAMBÉM: Ex-namorado de suspeita de matar PM envenenado diz que foi dopado por ela durante relacionamento Relembre o caso Na noite do dia 11 de junho deste ano, o policial militar José Maria Alexandre da Silva Júnior morreu após passar mal na casa da ex-namorada, Helen Kelly de Lima Pedrosa, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife; José Maria Alexandre da Silva Júnior, de 40 anos, teria sido envenenado, conforme o Boletim de Ocorrência do caso, ao qual o g1 teve acesso; O cabo, conhecido como Silva Júnior, era do Regimento de Polícia Montada, a antiga cavalaria da PM; Segundo o advogado de Helen, passaram cerca de seis meses juntos e, desde março, a mulher era vítima de violência doméstica e possuía uma medida protetiva contra o policial, após episódios de agressão; O relacionamento era bastante conturbado e a defesa afirma que, apesar da decisão judicial, o PM voltou a procurá-la insistentemente, e por volta da 1h do dia do fato, foi autorizado a subir ao apartamento; Ela percebeu que o PM havia trocado as taças em que bebiam energéticos, na noite anterior à morte dele, desconfiou de envenenamento e resolveu destrocar as taças antes de beber; A Polícia Civil informou que o caso é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios, vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), como "morte a esclarecer"; No dia 22 de junho, Helen se jogou do quarto andar de um prédio, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, para evitar ser presa quando policiais cumpriam mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, segundo a Polícia Civil; No local, ela recebeu voz de prisão, mas pediu para trocar de roupa no quarto. Ela se jogou da janela da residência, que fica no quarto andar do edifício; Helen foi internada sob custódia policial no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/07/31/justica-revoga-prisao-de-ex-namorada-pm-morto-com-suspeita-de-envenenamento.ghtml


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