Jogadores do Vasco-AC acusados de estupro coletivo em alojamento são interrogados pela Justiça
07/08/2026
(Foto: Reprodução) Jogadores foram denunciados por estupro em alojamento; na ordem: Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Brian Peixoto Henrique Ilziario e Alex Pires Bastos Júnior
Arquivo/Jhon Lennon e Sueli Rodrigues
Quase seis meses depois, os quatro atletas do Vasco-AC denunciados em março pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) por estupro coletivo e de vulnerável no alojamento do time, na capital acreana, já foram interrogados pela Justiça. A informação foi confirmada ao g1 pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) nesta sexta-feira (7).
Segundo a instituição, a instrução processual foi encerrada na quinta (6) após a oitiva das vítimas e testemunhas, além do interrogatório dos acusados. A partir disso, foi aberto o prazo para apresentação das alegações finais das partes e, posteriormente, será sentenciado.
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👉 Contexto: Cinco atletas da Associação Desportiva Vasco da Gama (Vasco-AC) respondem na Justiça pelo estupro de duas mulheres em Rio Branco, em fevereiro deste ano. O caso resultou na prisão de Erick Luiz Serpa Santos Oliveira no dia do crime, além de Brian Peixoto Henrique Ilziario e Alex Pires Bastos Júnior posteriormente. Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes, nomes que não foram divulgados na época, foram inclusos depois na denúncia do MP. Todos estão em liberdade e negam o crime.
Ao g1, o advogado Atevaldo Santana, que representa quatro dos cinco jogadores, informou que não deve se pronunciar sobre o assunto pois o processo está em segredo de Justiça. Com relação à defesa de Bernardo Barbosa Nunes, a reportagem não conseguiu contato porque o atleta está no Rio de Janeiro.
Quatro jogadores do Vasco-AC suspeitos pelo crime de estupro já estão presos
Erick Luiz Serpa, Brian Peixoto, Alex Pires e Lucas de Abreu passaram a responder o processo em liberdade desde março deste ano, mediante o cumprimento de medidas cautelares:
Eles devem fornecer o atual endereço em que poderão ser encontrados;
Foi solicitado o atual número telefônico;
E, por último, é necessário o comparecimento a todos os atos processuais.
À época, o TJ-AC informou que os jogadores foram advertidos de que, em caso de descumprimento das medidas, pode ser decretada a prisão preventiva deles.
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No dia 13 de março, o MP apresentou denúncia contra os cinco jogadores. Neste documento, apareceram dois novos nomes que não tinham sido divulgados anteriormente: Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes.
No dia 20 do mesmo mês, quando os clientes ainda estavam presos, a defesa deles disse que Lucas e Bernardo prestaram depoimento como testemunhas, inicialmente, e que nunca foram presos. Bernardo, inclusive, retornou para o Rio de Janeiro antes da decisão que ordenou a prisão deles.
g1 no BDAC: Jogadores do Vasco-AC são investigados por estupro em alojamento no Acre
Sobre o caso
A denúncia foi registrada na Deam em 14 de fevereiro, menos de um dia após o crime. À época, o delegado Alcino Júnior, que estava de plantão, informou que encontrou as vítimas na Maternidade Bárbara Heliodora. Segundo ele, as mulheres haviam procurado a delegacia pela manhã, mas não conseguiram formalizar a ocorrência e foram encaminhadas para atendimento médico.
As vítimas relataram medo de retaliação e foram orientadas por uma assistente social a registrar a denúncia. Ainda conforme a polícia, as mulheres foram ao alojamento para se relacionar de forma consensual com os jogadores, mas teriam sido submetidas aos abusos posteriormente. "Você só vai até o ponto em que ambos querem. Então, foi nesse contexto a situação", resumiu o delegado.
No dia 19, em meio à polêmica, o Vasco-AC fez sua estreia na Copa do Brasil na Arena da Floresta, em Rio Branco, e acabou eliminado pelo Velo Clube nos pênaltis. Antes da bola rolar, no entanto, o time acreano chamou atenção ao entrar em campo com camisas que estampavam os nomes de três dos quatro atletas presos.
Equipe do Vasco-AC entrou em campo homenageando jogadores suspeitos de estupro coletivo
Aldo França/Rede Amazônica
A ação foi repudiada em conjunto pelos ministérios das Mulheres e do Esporte, que classificaram como 'inaceitável' a homenagem.
O gesto dos atletas também é investigado pelo MP-AC. Além da ação, o órgão também vai fazer investigação própria sobre a denúncia de violência sexual e vai analisar se houve possível omissão da justiça desportiva do estado.
Em nota anterior, o Vasco-AC afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e que adotará as medidas cabíveis no âmbito interno, conforme o andamento das investigações.
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