Inspirado pelo pai, menino de 9 anos de Campina Grande se apaixona pela sanfona e se inspira em Luiz Gonzaga: 'Sou fã demais'; VÍDEO

  • 24/06/2026
(Foto: Reprodução)
Menino de 9 anos se apaixona por sanfona e Luiz Gonzaga por influência do pai Entre o som da sanfona e as brincadeiras da infância, o legado de Luiz Gonzaga continua encontrando espaço nas novas gerações do interior da Paraíba. Aos 9 anos, Pedro Cirne, de Campina Grande, descobriu na música uma forma de fortalecer o vínculo com o pai e, ao mesmo tempo, de manter viva dentro de casa uma das maiores tradições culturais do Nordeste. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A relação do menino com a sanfona começou antes mesmo de ele entender a dimensão do instrumento que carregava nas mãos. Desde pequeno, Pedro cresceu cercado pela música e pelo incentivo do pai, Quinho Cirne, que apresentou a sanfona ao filho como uma extensão da própria convivência entre os dois. “Quando ele nasceu, eu já botava uma sanfona nele”, brinca o pai, Quinho Cirne, ao lembrar do início da relação do filho com o instrumento. Com o passar dos anos, o que começou como uma brincadeira de infância foi ganhando novos significados. A sanfona passou a fazer parte da rotina do menino, que encontrou na música uma maneira de se aproximar das raízes nordestinas e de seguir os passos de artistas que ajudaram a construir a identidade cultural da região, como Luiz Gonzaga. “Eu comecei tão cedo, tão cedo, que eu nem lembro, porque quando eu fui ver, eu já tava tocando o sanfona”, disse Pedro ao g1. Luiz Gonzaga como inspiração Pedro visitou a cidade de Exú, onde Luiz Gonzaga nasceu Reprodução/Instagram A admiração de Pedro por Luiz Gonzaga também faz parte da rotina do menino. Em 2025, ele escolheu o artista como tema do próprio aniversário, uma decisão que surpreendeu a família e mostrou o tamanho da identificação com o Rei do Baião. Para Pedro, Luiz Gonzaga representa uma referência musical e uma ligação com a cultura nordestina. “Eu escolhi ele porque sou muito fã”, disse Pedro. No mesmo período, o menino conheceu Exu, no Sertão de Pernambuco, cidade onde Luiz Gonzaga nasceu. A visita mostrou ainda mais a conexão de Pedro com a história do artista e com as tradições que ele mantém vivas por meio da sanfona. Pedro tem interesse por história, museus e cultura, o que, segundo o pai, ajuda a explicar a admiração do menino por Luiz Gonzaga. Quinho afirma que esse envolvimento com temas culturais fez com que o filho se encantasse ainda mais pela trajetória do Rei do Baião, especialmente pela dimensão histórica da obra do artista e pelo acervo reunido no museu dedicado a Gonzaga. Da brincadeira em casa ao aprendizado da sanfona Pedro e seu pai, Quinho Cirne Arquivo Pessoal/Quinho Cirne O interesse pela música foi crescendo de forma natural dentro da rotina da família. Pedro começou a tentar reproduzir melodias e encontrou nos clássicos do forró, como “Asa Branca”, um dos primeiros caminhos para aprender a tocar o instrumento que já fazia parte da sua infância. Aos 8 anos, ganhou a primeira sanfona de verdade e passou a se dedicar com mais frequência ao aprendizado. Atualmente, a rotina é dividida entre a escola, no período da tarde, e cerca de 30 minutos diários de prática musical. Mesmo diante das dificuldades comuns para quem está começando, o pai conta que Pedro nunca pensou em abandonar a sanfona. “Ele já teve dificuldade, mas nunca quis parar”, conta Quinho. Uma história construída entre pai, filho e sanfona Pedro Cirne e Quinho Cirne Arquivo Pessoal/Quinho Cirne A música se transformou em um ponto de encontro entre duas gerações dentro da família. Quinho, que já tinha uma relação com o instrumento, passou a incentivar ainda mais o filho ao perceber o interesse e a dedicação de Pedro pela sanfona. Para ele, acompanhar o desenvolvimento do menino tem um significado especial e representa a continuidade de uma paixão que atravessa a família. “É gratificante ver algo que começou comigo virar paixão nele”, afirma. A sanfona passou a representar convivência, afeto e uma forma de manter viva a identidade cultural nordestina dentro de casa. Da apresentação na escola ao trio que virou brincadeira 'Trio pé de Moleque' surgiu para apresentação de escola Reprodução/Instagram A primeira apresentação pública de Pedro aconteceu durante uma atividade escolar, em junho de 2025. Na ocasião, ele dividiu o palco com os irmãos Ryan e Ruan, que são tios do Pedro, em uma apresentação que começou como uma proposta divertida da escola, mas acabou dando origem a uma nova rotina de ensaios e brincadeiras musicais. Foi assim que nasceu o trio “Pé de Moleque”, nome escolhido para representar a leveza da ideia que surgiu entre as crianças. Com pequenas participações em eventos escolares e culturais, o grupo passou a chamar atenção, mas segue longe de uma formação profissional. Segundo a família, a proposta é manter a música como parte da infância dos meninos, sem pressão e com espaço para diversão. “Foi uma brincadeira da escola, eles começaram a ensaiar juntos e ficou assim até hoje”, explica o pai. A história de Pedro se conecta com a realidade de muitas famílias do Nordeste, onde a sanfona, o forró e as tradições juninas fazem parte da formação cultural desde os primeiros anos de vida. No caso dele, essa relação nasceu dentro de casa. O pai foi o primeiro incentivador, e o filho encontrou na música uma forma de brincar, aprender e se aproximar das próprias raízes. *Sob supervisão de Erickson Nogueira Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/sao-joao/noticia/2026/06/24/menino-de-9-anos-se-apaixona-por-sanfona-e-se-inspira-em-luiz-gonzaga.ghtml


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