Idoso esbanja saúde em festa de 114 anos em MS e recorda mais de um século de memórias

  • 04/07/2026
(Foto: Reprodução)
Aos 114 anos, morador de Campo Grande comemora aniversário com familiares e amigos Chapéu, gravata borboleta azul e suspensório fizeram parte do look escolhido pela neta para Antônio José celebrar uma data especial. Poderia ser apenas mais uma festa, mas esta teve um motivo diferente: no fim de junho deste ano, o centenário comemorou 114 anos com disposição e dança no pé. Veja o vídeo acima. Natural de Aracaju, em Sergipe, ele tem Campo Grande como lar. O supercentenário escolheu Mato Grosso do Sul para construir família e levar alegria por onde passa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Antes de se mudar definitivamente para Campo Grande, Antônio viveu por muitos anos em Nioaque. Hoje mora no Bairro Guanandi II, onde mantém uma rotina tranquila. Sempre acompanhado da neta Patrícia Ajala, do marido dela e dos bisnetos, ele gosta de passear pela cidade, conversar com as pessoas e tomar um refrigerante, que costuma comparar, em tom de brincadeira, a um conhaque. “Gosto de sair para tomar um refrizinho. Não gosto de tomar coisa quente, não”, contou sorrindo durante a entrevista. ➡️ Antônio pode ser a pessoa mais velha de Mato Grosso do Sul. Ao g1, a família contou que buscou reconhecimento oficial em instituições que registram recordes de longevidade. No Brasil, o mineiro Luís Carlos dos Santos foi reconhecido como o homem mais velho do país, aos 118 anos. ➡️➡️ Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso do Sul tinha, até 2022, 468 pessoas com 100 anos ou mais. Desse total, 125 eram homens e 343 mulheres. A neta explica que a família decidiu enviar a documentação ao Guinness World Records em 2025. Segundo ela, o processo segue em análise e, até o momento, representantes da instituição ainda não vieram ao Brasil para verificar presencialmente os documentos e confirmar a idade do idoso. Festa para celebrar 114 anos A celebração foi no dia 27 de junho, na Associação dos Militares, com direito à música ao vivo do grupo Baileiros Caipira, muita dança e uma pista movimentada pelo aniversariante. Morando em uma residência simples de Campo Grande, Antônio esbanja disposição. Apesar da idade avançada, ele não apresenta dificuldades para falar ou se locomover, segundo a família. O idoso aproveitou a comemoração do início ao fim. Conforme a neta, Wania Catielli, o aniversariante dançou durante a festa e fez questão de celebrar a data ao lado de filhos, netos e amigos. Pai de nove filhos e avô de cinco netos, Antônio construiu uma grande família ao longo de mais de um século de vida. Além dos filhos e netos, Antônio já é bisavô e tataravô de três crianças. Segundo a família, ele continua ouvindo muito bem, gosta de conversar por horas e dificilmente perde a oportunidade de contar histórias da juventude. A família conta que ele nunca precisou tomar medicamentos para controlar pressão alta ou diabetes. Segundo Antônio, uma boa alimentação também ajudou ao longo da vida. Entre os pratos preferidos estão o tradicional puchero e o caldo de mocotó. Fé presente todos os dias Outro hábito que acompanha Antônio desde a infância é a oração. Ele conta que aprendeu a rezar com a mãe e as avós, ainda quando era criança, e nunca deixou a tradição de lado. “Quem me ensinou foi Deus mesmo. Minha mãe e minhas avós sempre me chamava para rezar. Aprendi tudo e ficou gravado aqui na cuca e no coração.” Até hoje, ele faz orações antes das refeições e antes de dormir. “Faço em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Peço saúde e que nunca falte o pão de cada dia.” E pede, também, para Deus guardar a alma de seus entes queridos, dos quais ele sempre lembra com carinho. “Quando eu vou deitar eu peço para Deus Guardar as almas dos que já foi e que estão no meu coração.” Disse Antônio José. Histórias que atravessaram mais de um século Com lembranças preservadas da infância em Sergipe, Antônio recorda do período em que começou a trabalhar, aos 16 anos, em uma usina de açúcar. Segundo ele, apesar da pouca idade, já dominava o funcionamento das máquinas. “Eu é que mandava lá. O chefe não sabia ligar os motores. Eu ia lá, ligava tudo e depois sentava”, lembra entre risos. Ele também guarda memórias das histórias sobre Lampião e Maria Bonita e lembra com carinho das avós, cujos nomes diz nunca ter esquecido, as senhoras Maria Valquíria e Maria Rosalinda. Outra lembrança que ainda desperta curiosidade na família é a existência de um irmão gêmeo. Antônio conta que não vê o irmão desde os nove anos de idade e nunca mais teve notícias dele. Antônio José Fernandes com o RG que comprova a idade Emilenne Queiroz Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/07/04/idoso-esbanja-saude-em-festa-de-114-anos-em-ms-e-recorda-mais-de-um-seculo-de-memorias.ghtml


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