Gato decapitado e cães mortos: estudantes relatam onda de violência na universidade federal do AP

  • 04/08/2026
(Foto: Reprodução)
Estudantes da Unifap fazem apelo após episódios de violência contra animais no campus. Divulgação/Projeto Mi-au Estudantes da Universidade Federal do Amapá (Unifap), no campus Marco Zero, em Macapá, relaram uma sequência de maus-tratos e mortes de animais comunitários. As agressões , que ocorrem com mais frequência nos períodos de recesso acadêmico, incluem envenenamento, uso de cola de sapateiro em pelagem e a decapitação de uma gata. As denúncias partem de voluntários do Projeto Mi-au, grupo que atua de forma independente na proteção dos cães e gatos que vivem na universidade. 👉 Baixe o app do g1 para vr notícias do AP em tempo real e de graça Agora no g1 Ao g1, o estudante de Ciências Biológicas e voluntário do projeto, Wevertom Lorran, relatou a gravidade dos episódios recentes e apontou que os crimes se intensificam quando a circulação no campus diminui. "Esses casos já vêm acontecendo há bastante tempo, já tem mais de um ano. São casos de maus-tratos e também de desaparecimentos de bichinhos. Recentemente, teve o caso da gatinha que teve cola de sapateiro espalhada pela pelagem e agora essa decapitação. São casos recorrentes apenas no período de recesso, quando não há fluxo de pessoas", afirmou Lorran. Mutilações e corpos em blocos acadêmicos Segundo os alunos, os relatos de violência se concentram nos blocos de Ciências Biológicas, Ambientais e Física, onde há maior presença dos animais. Na última semana, a cabeça de uma gata desaparecida foi achada próxima aos blocos por uma funcionária da limpeza. Em outro ponto, debaixo das arquibancadas do ginásio, um felino foi encontrado morto com a mandíbula quebrada e sinais de espancamento. Estudantes relatam animais encontrados mortos na Unifap, Divulgação/Projeto Mi-au LEIA TAMBÉM: Polícia investiga suspeita de contaminação de água de poço artesiano por diesel PCC e CV expandem atuação para a Guiana Francesa por meio de grupos criminosos do norte do Brasil Delegado diz que suspeito admitiu matar jovem por ciúmes no Amapá Episódios de envenenamento também assustam a comunidade universitária. Um dos casos envolveu um cão comunitário conhecido como "Marginal", que morreu em frente ao prédio da Pró-Reitoria de Extensão e Ações Comunitárias (Proeac). Em um caso anterior, um laudo pericial já havia confirmado a morte por envenenamento do cão "Leão". Cães comunitários foram encontrados mortos no campus da Unifap, sem causa aparente. Divulgação/Projeto Mi-au Cobrança por segurança e punição O g1 procurou a Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), que informou desconhecer os episódios registrados no campus. Também foi solicitado posicionamento à Reitoria da Unifap sobre as denúncias de maus-tratos, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. A comunidade acadêmica cobra a instalação de câmeras de monitoramento, iluminação e o estabelecimento de políticas públicas para a proteção dos animais no campus. A legislação brasileira (Lei nº 14.064/2020) estabelece pena de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda, para quem comete crimes contra cães e gatos. Gatinha que teve pelagem colada com cola de sapateiro foi resgatada. Divulgação/Projeto Mi-au Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

FONTE: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/08/04/gato-decapitado-e-caes-mortos-estudantes-relatam-onda-de-violencia-na-universidade-federal-do-ap.ghtml


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