Execuções públicas são praticadas, sobretudo, por países com governos autoritários e por grupos terroristas
09/10/2026
(Foto: Reprodução) ONU repudia decisão do governo Trump de transmitir execução de ex-militar condenado à morte
A Organização das Nações Unidas manifestou repúdio à decisão do governo americano de transmitir a execução de um ex-militar condenado à morte.
A porta-voz da ONU para o Alto Comissário de Direitos Humanos afirmou que a transmissão ao vivo da execução equivaleria a uma forma de tortura. A diretora da Anistia Internacional disse que ficou chocada e que a decisão do governo americano “transforma algo tão desumano em um espetáculo público, um teatro da barbárie”.
Na quinta-feira (8), o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou o plano:
“O condenado vai enfrentar um pelotão de fuzilamento, e vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público. As pessoas precisam entender que existem consequências graves para esse tipo de coisa”.
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Correspondente Raquel Krähenbühl perguntou ao presidente Donald Trump se ele autorizou a decisão de transmitir a execução ao vivo
Jornal Nacional/ Reprodução
Em 2009, o ex-major e psiquiatra do Exército Nidal Hasan abriu fogo e matou 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas. Ele também deixou 32 feridos e foi condenado à pena de morte em 2013. Hegseth afirmou que os Estados Unidos não usam o pelotão de fuzilamento contra um militar desde a Segunda Guerra Mundial:
Se o plano for levado adiante, no dia 3 de dezembro, essa será a primeira execução pública nos Estados Unidos desde 1936 e a primeira na história do país a ser transmitida ao vivo. A correspondente Raquel Krähenbühl perguntou ao presidente Donald Trump se ele autorizou a decisão de transmitir a execução ao vivo. O presidente respondeu:
"Com certeza".
A outro repórter disse que ainda não havia tomado uma decisão. Já o vice-presidente J.D. Vance disse ter dúvidas de que a execução será realmente transmitida e avisou que, se acontecer, não vai assistir.
Execuções públicas são praticadas, sobretudo, por países com governos autoritários e por grupos terroristas
Jornal Nacional/ Reprodução
O fuzilamento é um método de execução raro nos Estados Unidos. Em 2026, o governo Trump voltou a incluí-lo entre os métodos permitidos para os crimes federais mais graves, ao lado da cadeira elétrica e a asfixia por gás. O anúncio de que a execução será transmitida ao vivo rompe com décadas de práticas estabelecidas em torno da pena de morte.
Execuções públicas são praticadas, sobretudo, por países com governos autoritários e por grupos terroristas, como o Estado Islâmico. Em 2025, 17 pessoas foram executadas em público no Afeganistão e no Irã, de acordo com a ONG Anistia Internacional. Em outros anos, também houve execuções desse tipo na Somália, Arábia Saudita e Coreia do Norte.
O sargento Alonzo é um dos sobreviventes do ataque na base militar do Texas. Ele foi baleado sete vezes no massacre do Texas e lamentou a decisão de transmitir a execução:
“Não deveríamos transformar isso em um espetáculo. Não deveríamos transformá-lo em um mártir”, disse.
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
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