Ela largou a carreira em Relações Internacionais para costurar e hoje fatura R$ 80 mil

  • 16/08/2026
(Foto: Reprodução)
Ela deixou Relações Internacionais para costurar — e hoje fatura R$ 80 mil Uma infância simples, marcada pela curiosidade por trabalhos manuais, foi o ponto de partida para o negócio que hoje sustenta um ateliê de costura em Brazlândia, no Distrito Federal. A empreendedora Priscila Azevedo transformou o interesse pela customização de roupas em uma escola que oferece cursos presenciais e online e registra faturamento mensal de cerca de R$ 80 mil. A trajetória, que começou ainda na infância, evoluiu com estudo técnico, experiência em ensino e, mais tarde, a criação de um negócio em parceria com o marido, Augusto Azevedo. Filha de uma trabalhadora doméstica, Priscila cresceu frequentando as casas onde a mãe trabalhava. Foi nesse ambiente que passou a observar detalhes de peças decorativas e trabalhos manuais, despertando o interesse por criar. A necessidade também teve papel importante. Vivendo no entorno de Brasília, ela começou a modificar as próprias roupas, mesmo sem técnica. “Eu pegava as minhas roupas e queria mudar, fazer uma personalização”, relata. A virada aconteceu quando ganhou uma máquina de costura. Na época, Priscila cursava Relações Internacionais, mas decidiu mudar de rumo para investir na nova paixão. Determinada a se profissionalizar, Priscila buscou um curso técnico de costura. O desempenho chamou atenção e ela acabou se tornando professora. Dar aulas trouxe um novo propósito: ajudar outras pessoas a transformar ideias em peças reais. Essa experiência foi fundamental para o próximo passo, a abertura do próprio negócio. Empreendedora que trocou Relações Internacionais pela máquina de costura Globo/ Reprodução Negócio em casal começou com investimento baixo A escola de costura surgiu da parceria com o marido, Augusto, que mais tarde também se tornou sócio. O investimento inicial foi de R$ 10 mil. Parte do valor veio de um empréstimo feito com alunas. O dinheiro foi usado para despesas iniciais, como caução e materiais básicos. Posteriormente, o casal assumiu um novo compromisso financeiro para estruturar melhor o negócio. Cerca de R$ 27 mil foram investidos na compra de equipamentos, com o uso de cartões de crédito de familiares. Apesar do risco, o empreendimento cresceu rapidamente. Augusto deixou o emprego formal para se dedicar integralmente à escola. Hoje, a gestão é compartilhada. Priscila lidera a parte criativa, enquanto Augusto cuida da administração, logística e finanças. O negócio inclui ensino presencial e digital. Cursos presenciais atendem cerca de 180 alunos, com mensalidade média de R$ 450. Já os cursos online reúnem aproximadamente 400 alunos, com assinatura de R$ 69,90. As aulas vão desde técnicas básicas, como pregar botões, até conteúdos mais avançados de modelagem e costura criativa. O público é diverso e inclui alunos de 12 a 80 anos. Digital impulsiona o faturamento A presença online se tornou um dos principais motores do crescimento. Desde 2018, o casal produz conteúdos e cursos para plataformas digitais, ampliando o alcance da escola. O modelo funciona como uma espécie de assinatura, com acesso a uma biblioteca de cursos, o que permite escalar o negócio sem depender exclusivamente do espaço físico. Esse formato contribui diretamente para o faturamento mensal de cerca de R$ 80 mil. Formato contribui diretamente para o faturamento mensal de cerca de R$ 80 mil. Globo/ Reprodução Propósito e experiência do aluno A escola foi pensada para ir além do ensino técnico. O ambiente, inspirado em elementos lúdicos, reforça a proposta de transformar a costura em uma experiência criativa. Para Priscila, costureiras desempenham um papel simbólico importante. “São as fadas madrinhas da vida real”, diz. Alunos relatam evolução progressiva e ganho de confiança ao longo das aulas, ao enfrentar desafios cada vez mais complexos. A parceria entre Priscila e Augusto é um dos pilares do empreendimento. O casal destaca a importância do diálogo e da divisão de responsabilidades para manter o negócio saudável. A combinação de criatividade e organização, somada ao apoio mútuo, ajudou a transformar uma habilidade manual em um negócio estruturado e em crescimento. Apesar do sucesso, a estratégia não inclui expansão por meio de franquias. O foco está no crescimento digital, com novos cursos e a criação de um estúdio dedicado à produção de conteúdo. Assim, a história que começou com roupas de boneca e improviso segue em expansão, alinhavando novos caminhos no empreendedorismo criativo.

FONTE: https://g1.globo.com/empreendedorismo/pegn/noticia/2026/08/16/ela-largou-a-carreira-em-relacoes-internacionais-para-costurar-e-hoje-fatura-r-80-mil.ghtml


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