Dólar abre em queda, após reunião entre Trump e Xi Jinping e com eleições no radar
25/09/2026
(Foto: Reprodução) Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (25) em queda, com um recuo de 0,21% perto das 9h, cotado a R$ 5,1823. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️ O encontro da véspera, entre os presidentes Trump e Xi Jinping, continua no radar. Segundo o líder chinês, os dois países "alcançaram um entendimento comum em muitas questões" e devem encontrar novas formas de entendimento entre si. Entre os temas abordados na reunião estavam tarifas, terras raras, compras de produtos agrícolas, inteligência artificial, chips, aviação e investimentos, além de questões geopolíticas como Taiwan e Irã.
Entenda o que Trump e Xi negociam e os impactos para o Brasil
▶️ As tensões entre os EUA e o Irã também seguem na mira dos investidores. Ontem, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que os EUA devem decidir se querem encerrar a guerra e disse que seu país não deseja a continuidade do conflito.
Em meio a um discurso mais ameno entre os presidentes dos dois países, os preços do petróleo caem nesta sexta-feira. Perto das 15h30, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,97%, cotado a US$ 105,57. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 1,80%, a US$ 92,91 o barril.
▶️ No Brasil, o foco fica com os novos dados do IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país. A expectativa do mercado é que o indicador mostre uma alta em setembro, puxada pela reversão do Bônus de Itaipu nas tarifas de energia elétrica e uma queda menor nos preços da gasolina.
▶️ O cenário eleitoral também fica sob os holofotes. Nesta sexta-feira (24), o g1 promove, às 13h, um debate com candidatos ao Senado por São Paulo. Com mediação da jornalista Ana Paula Campos, o encontro, realizado em estúdio na redação da TV Globo na capital paulista, será transmitido no site e nos perfis do portal no YouTube, no TikTok e no Instagram. Acompanhe AO VIVO.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,95%;
Acumulado do mês: +0,26%;
Acumulado do ano: -5,39%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,32%;
Acumulado da semana: -0,68%
Acumulado do mês: +3,69%;
Acumulado do ano: +14,18%.
Encontro entre Trump e Xi Jinping
O líder chinês Xi Jinping disse que EUA e China "alcançaram entendimento comum em muitas questões" após a reunião realizada com o presidente Donald Trump na Casa Branca, na quinta-feira (24).
Xi discursou à noite em um jantar de gala oferecido por Trump na sede do Executivo. Ele disse que os dois países devem encontrar novas formas de entendimento entre si.
O republicano também subiu ao púlpito para um breve discurso, em que agradeceu a visita do chinês e convidou os presentes para ver, através de uma cortina vermelha, as obras do novo salão de festas que ele mandou erguer na Casa Branca.
Os discursos ocorreram antes do jantar e não houve abertura para perguntas dos jornalistas.
Trump e Xi passaram o dia entre reuniões e compromissos conjuntos em Washington. Num encontro pela manhã, os líderes sinalizaram que pretendem cooperar para um "futuro comum".
Xi Jinping reconheceu a rivalidade entre as duas principais potências econômicas mundiais, mas pediu que os dois países evitem um confronto.
"A China e os Estados Unidos devem manter a linha de não conflito e não confronto entre si", afirmou o líder chinês, recepcionado com pompa por Trump durante a visita de dois dias que faz ao país rival.
Em discurso em cerimônia dentro da Casa Branca, Trump repetiu que mantém "uma verdadeira amizade" com o colega, "baseada no respeito mútuo e o interesse do nosso povo".
Por que, mesmo estando nos EUA, Xi Jinping escolheu não discursar na ONU?
Na quarta-feira, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que os EUA e a China concordaram em estender por dois meses a trégua comercial que expiraria em 10 de novembro. Com isso, o acordo permanece em vigor até janeiro.
Segundo Bessent, a medida dará mais tempo para que os dois países negociem um acordo potencialmente mais amplo. A declaração foi feita à Fox News horas após sua segunda reunião, em quatro dias, com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.
Questionado sobre a possibilidade de um acordo ser fechado até 10 de janeiro, Bessent respondeu à Fox News que isso ainda não está claro. Ele acrescentou que Washington também pressiona a China para que cumpra de forma mais ampla os compromissos assumidos no acordo atual nos próximos meses.
EUA e Irã também ficam no radar
Após uma troca de falas mais dura entre os presidentes dos EUA e do Irã, o líder iraniano afirmou, na quinta-feira, que o governo americano deve decidir se quer encerrar a guerra e disse que seu país não deseja a continuidade do conflito. A declaração foi dada à emissora americana Fox News.
Pezeshkian havia adotado um tom mais desafiador em seu discurso na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira (24), quando afirmou que o Irã não vai se "ajoelhar" diante dos Estados Unidos. A declaração ocorreu após o presidente americano, Donald Trump, reconhecer que Washington mantém conversas com Teerã.
"Quando as coisas podem ser resolvidas por meio do diálogo, não deveríamos nos matar. Mas, instigados por Israel, impuseram essa guerra a nós. Mas não queremos continuar. São os Estados Unidos que devem decidir se querem acabar com isso", disse Pezeshkian, segundo tradução da Fox News.
O presidente iraniano afirmou ainda que seu país está disposto a chegar a um acordo com Trump para encerrar o conflito. Ao mencionar um cessar-fogo, questionou por que um acordo teria sido rompido apenas duas semanas após sua assinatura.
"Por que, apenas duas semanas após a assinatura de um acordo, eles decidiram implodi-lo?", disse. Pezeshkian também afirmou que o Irã estaria disposto a negociar com o governo americano dentro das normas internacionais.
"Se o atual governo americano, dentro das estruturas jurídicas internacionais, quiser chegar a um acordo, perfeito. Caso contrário, antes ou depois das eleições legislativas americanas, que diferença faz para nós?", afirmou.
Bolsas globais
Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda, com setores de seguros e tecnologia liderando perdas enquanto investidores aguardavam mais detalhes sobre a cúpula entre Trump e Xi Jinping, em Washington.
O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,01%, o Nikkei, do Japão, avançou 1,30%. O Kospi, da Coreia do Sul, o SSEC, índice de Xangai, e o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, não operaram nesta sexta-feira por conta de um feriado local.
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* Com informações da agência de notícias Reuters.