Documentos mostram como o governo americano chegou aos brasileiros alvos de sanções

  • 03/07/2026
(Foto: Reprodução)
Documentos mostram como o governo americano chegou aos brasileiros alvos de sanções Documentos mostram como o governo americano chegou aos nomes dos primeiros brasileiros que foram alvos de sanções por suposta ligação com o PCC. Segundo a investigação, a quadrilha usava entregadores de dinheiro vivo que faziam depósitos em bancos americanos para lavar dinheiro do tráfico. O ponto de partida foi o indiciamento de cinco brasileiros que moravam em Orlando, na Flórida, e foram presos em janeiro de 2026. Na Justiça, eles confessaram ter lavado dinheiro para o tráfico de drogas. Segundo a Polícia Federal americana, o FBI, os acusados fazem parte de uma sofisticada organização de lavagem de dinheiro espalhada por vários países, inclusive pelos estados americanos. O núcleo criminoso era comandado, nos Estados Unidos, por Ygor Saviolli. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As autoridades dizem que o grupo atuava em 12 cidades americanas e era formado por entregadores que recolhiam o dinheiro do tráfico e faziam depósitos, em espécie, em várias agências bancárias, para depois ocultar e devolver os valores a fornecedores de drogas. Ao todo, o grupo movimentou o equivalente a R$ 156 milhões em pouco mais de dois anos. Os brasileiros indiciados podem pegar até 20 anos de prisão. Documentos mostram como o governo americano chegou aos brasileiros alvos de sanções Jornal Nacional/ Reprodução A confissão desse entregadores poderia encerrar o caso por ali. Mas, para a inteligência americana, rastrear os depósitos que eles faziam nos bancos era só o primeiro passo. Seguindo o rastro desse dinheiro, os investigadores descobriram um outro núcleo da rede no Brasil: quem recebia as quantias milionárias e como os valores saíam dos Estados Unidos para chegar a traficantes de drogas aqui. Foi assim que apareceram os nomes de Victor Shimada e Stella de Oliveira — os principais alvos das sanções anunciadas na quarta-feira (1º). Para despistar as autoridades, os dois usavam apelidos: Shimada era "o Japa"; Stella, "Lara Croft". Segundo a acusação, Stella organizava a coleta do dinheiro, e Shimada era o elo com os traficantes ligados ao PCC no Brasil. Ele transformava os milhões de dólares, em dinheiro, em moedas virtuais, que depois eram lavadas em empresas de fachada, até chegar aos criminosos brasileiros, sem deixar rastro. Como o PCC é classificado como grupo terrorista pelos Estados Unidos, o Tesouro americano bloqueou os bens de Stella, Shimada e as empresas dele — as mesmas já investigadas pela Polícia Civil de São Paulo por lavagem de dinheiro e fraudes no Brasil. Shimada já foi condenado por lavar dinheiro retirado ilegalmente de um banco. Ele também é réu no caso dos desvios do patrocínio entre Corinthians e a empresa de apostas Vai de Bet. Em nota, a Secretaria Nacional de Justiça disse que o combate ao crime organizado não deve servir de pretexto para medidas unilaterais que desconsiderem a cooperação jurídica e os tratados internacionais; e que as medidas podem gerar efeitos indiretos sobre instituições financeiras estrangeiras, inclusive brasileiras. O advogado de Vítor Shimada afirmou que o empresário nega qualquer envolvimento com organização criminosa e com a prática de lavagem de dinheiro. O Jornal Nacional não conseguiu contato com as defesas de Stella de Oliveira e Ygor Saviolli. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Estados Unidos impõem sanções a empresas e cidadãos brasileiros por suposta ligação com o PCC 'Maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental': PCC põe Brasil no centro da estratégia de Trump para as Américas O que acontece agora com os brasileiros sancionados pelos EUA por ligação com o PCC? Entenda

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/07/03/documentos-mostram-como-o-governo-americano-chegou-aos-brasileiros-alvos-de-sancoes.ghtml


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