Desmatamento cai 27% no Amazonas em 2026, mas pressão sobre terras indígenas e áreas protegidas preocupa
02/10/2026
(Foto: Reprodução) Desmatamento ilegal em Borba rende maior multa ambiental do Amazonas em 2025
Henrique Almeida/Ipaam
O Amazonas registrou uma queda de 27% no desmatamento entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgados nesta semana. Nos oito primeiros meses do ano, foram derrubados 394 km² de floresta no estado, contra 538 km² no mesmo período de 2025.
Apesar da redução, o Amazonas continua entre os estados que mais desmatam na Amazônia Legal. O estado ocupa a terceira posição no ranking regional, atrás do Pará, com 624 km² desmatados, e de Mato Grosso, com 477 km². Juntos, os três estados concentraram 83% de toda a área desmatada na região.
O levantamento também aponta que terras indígenas e unidades de conservação seguem sob pressão no estado. Embora 63% dos territórios indígenas da Amazônia Legal não tenham registrado desmatamento no período, áreas localizadas ou compartilhadas pelo Amazonas aparecem entre as que tiveram mais de 1 km² de floresta derrubada.
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Confira o ranking abaixo:
Ranking de desmatamento na Amazônia
De janeiro a agosto de 2026, as terras indígenas com alertas de desmatamento acima de 1 km² foram:
Terra Indígena Andirá-Marau (AM/PA): 1,23 km²;
Terra Indígena Yanomami (AM/RR): 1,21 km².
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O mesmo cenário foi registrado em unidades de conservação. Entre as áreas protegidas da Amazônia Legal com mais de 1 km² de desmatamento no período, três ficam no Amazonas:
Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Amanã: 1,69 km²;
Floresta Nacional (Flona) de Tefé: 1,42 km²;
Reserva Biológica (Rebio) do Manicoré: 1,17 km.
Cenário na Amazônia Legal
Na Amazônia Legal, foram registrados 2.053 km² de desmatamento entre janeiro e agosto de 2026. Segundo o Imazon, essa é a segunda menor área desmatada para o período desde 2018.
O total representa um aumento de 2% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Por outro lado, houve uma redução de 74% na comparação com 2022, quando o desmatamento acumulado chegou a 7.943 km².
Para os pesquisadores do Imazon, os dados mostram avanço na redução da destruição da floresta, mas indicam a necessidade de reforçar a fiscalização, principalmente em áreas protegidas, para que o país alcance a meta de desmatamento zero até 2030.
O levantamento também mostra queda na degradação florestal, que inclui danos causados por queimadas e pela extração de madeira. Nos primeiros oito meses de 2026, a área degradada na Amazônia Legal passou de 2.744 km² para 779 km², uma redução de 72%. Mesmo assim, o instituto destaca a necessidade de manter o combate às queimadas no bioma.
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