Colégio dos Jesuítas completa 70 anos de legado transmitido entre gerações

  • 08/09/2026
(Foto: Reprodução)
Carlos Gervason (à direita) foi o primeiro estudante matriculado no Colégio dos Jesuítas, onde também estudou seu filho, Júnior, e, hoje, sua neta Laura Acervo Colégio dos Jesuítas Primeiro estudante matriculado no Colégio dos Jesuítas, Carlos Alberto Macedo Gervason nunca se afastou da escola na qual estudaram seus filhos e, hoje, sua neta. O Colégio que acolheu as três gerações da família Gervason, e este ano completa 70 anos de existência, testemunha muitas outras histórias de famílias que há décadas mantêm o vínculo com a instituição que marcou suas trajetórias. Símbolo de orgulho para Carlos, a matrícula número 1 não foi o suficiente para que ele começasse seus estudos em 1956, ano de fundação do então chamado Colégio Imaculada. Após a inscrição pioneira, seu pai resolveu aguardar o ano seguinte para que o menino passasse a estudar na escola dos padres jesuítas. Segunda geração de sua família no Colégio, Carlos Alberto Macedo Gervason Júnior guarda com carinho as amizades que fez desde sua chegada ao Jesuítas, em 1980, permanecendo até 1994, quando foi aprovado em medicina na UFJF e na USP de Ribeirão Preto. “A formação humana e acadêmica da escola sempre foi excelente. Desde que a Laura nasceu, sempre quisemos que ela estudasse aqui. Ela adora o Colégio, os amigos e toda a estrutura", conta ele, diante da filha, que integra a terceira geração dos Gervason no Jesuítas. Três gerações da família Fontes: Homero, Théo e Thaís. Acervo Colégio dos Jesuítas História dos tempos do casarão da Rio Branco Na família Fontes, a relação com o Colégio dos Jesuítas atravessa quase sete décadas. A história foi iniciada por Homero Fontes, integrante da segunda turma da instituição, em 1957. Sua filha, Thaís Fontes, estudou no Colégio entre 1985 e 1999, e há duas décadas retornou como educadora. Em 2023, o filho de Thaís, Théo Fontes, ingressou na Educação Infantil. Para o avô, as lembranças da época de estudante ainda permanecem vivas. Homero se recorda do antigo casarão na Avenida Rio Branco, que funcionava em regime de semi-internato, com os padres jesuítas atuando como professores e em outras funções escolares. Também permanece em sua memória o pomar repleto de frutas, a pista para bicicletas, as missas celebradas durante a semana e a tradicional homenagem a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, quando as dálias cultivadas por sua mãe eram levadas para ornamentar o altar. Anos depois, ao escolher a mesma instituição para a filha, Homero não teve dúvidas: "Levei em consideração a estrutura de ensino do Colégio e a minha própria vivência escolar". Estudantes e educadores na Chácara das Palmeiras, onde foi fundado o Colégio Imaculada, em 1956, posteriormente renomeado Colégio dos Jesuítas Acervo Colégio dos Jesuítas Registro do encontro que formalizou a compra da Chácara das Palmeiras, onde a Companhia de Jesus iniciou sua missão educativa em Juiz de Fora Acervo Colégio dos Jesuítas Início da construção do atual prédio do Colégio dos Jesuítas, no final dos anos 1950 Acervo Colégio dos Jesuítas Muitas casas e árvores: paisagem da região central de Juiz de Fora nos anos 1960, com o Colégio dos Jesuítas ao fundo Acervo Colégio dos Jesuítas Fotografia da fachada do Colégio dos Jesuítas nos anos 1990 Acervo Colégio dos Jesuítas Três gerações e uma mesma formação Quando Álvaro Lorentz atravessou pela primeira vez os portões do Jesuítas, em 1964, a escola era bem diferente da que seus três netos conhecem hoje. Na época, já instalado na Avenida Itamar Franco (antigamente chamada Avenida Independência) e renomeado, o Colégio dos Jesuítas contava com apenas um edifício principal e o tradicional campão, cenário de muitas de suas lembranças. "Foi uma época tão rica e tão boa para nós. Meus pais procuravam uma educação que não fosse somente de informação, mas principalmente de formação. E o Jesuítas oferecia essa oportunidade", recorda-se ele, que, trinta anos depois, viu a filha, Aline Lorentz, iniciar seus estudos na mesma escola. Entre 1998 e 2002, ela testemunhou grandes mudanças com a ampliação do complexo. "Foram anos muito legais, a gente se divertia muito e eu fiz muitos amigos", observa ela, que hoje oferece aos filhos Beatriz, Larissa e Álvaro Henrique a mesma experiência feliz. Álvaro Lorentz guarda boas lembranças do Colégio dos Jesuítas, onde matriculou a filha Aline e vê estudarem os netos Beatriz, Larissa e Álvaro Henrique Acervo Colégio dos Jesuítas Essência que ultrapassa o tempo Para todas as famílias, o maior legado do Colégio dos Jesuítas vai além da excelência acadêmica e da completa estrutura física, a maior da região da Zona da Mata mineira, e envolve a formação humana que contempla todos os aspectos do indivíduo, desde o cognitivo até o espiritual-religioso, passando pelo socioafetivo. Segundo o diretor-geral do Jesuítas, Pe. Marco Antonio de Oliveira Santos, SJ, histórias como essas revelam a força de um projeto educativo que atravessa gerações. "Cada família que retorna ao Colégio reafirma a confiança em nossa proposta, que está presente em mais de 80 países, formando mais de 2 milhões de estudantes no mundo. Nossa missão, inspirada na pedagogia inaciana e, portanto, com mais de 500 anos de história, permanece viva e atenta às transformações do mundo." Para o diretor acadêmico do Colégio, Welerson Mazzo Spada, a tradição da educação jesuíta é fortalecida pelo compromisso com a inovação que se renova dia após dia. “Ao longo dos anos, o Colégio evoluiu em infraestrutura, tecnologia e práticas pedagógicas, preservando a formação integral que faz parte da nossa identidade. Em um mundo cada vez mais complexo, não basta transmitir conhecimento. É preciso formar pessoas capazes de pensar criticamente, colaborar, inovar, tomar decisões responsáveis e atuar com propósito. Por meio desse conjunto de experiências formativas, buscamos desenvolver competências humanas, acadêmicas e socioemocionais que permitam aos estudantes compreender a realidade de forma ampla e contribuir positivamente para a sociedade”, pontua. É essa combinação entre excelência acadêmica e desenvolvimento humano que, há 70 anos, continua inspirando diferentes gerações a escreverem suas histórias no Colégio dos Jesuítas. Conheça a história e a proposta pedagógica do Colégio dos Jesuítas!

FONTE: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/especial-publicitario/colegio-dos-jesuitas/noticia/2026/09/08/colegio-dos-jesuitas-completa-70-anos-de-legado-transmitido-entre-geracoes.ghtml


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